
Todo início de ano traz aquela vontade quase instintiva de recomeçar. Como designer de interiores, posso afirmar: 2026 chega com uma mudança clara de mentalidade.
2026 não se trata mais de seguir tendências passageiras ou copiar ambientes perfeitos de catálogo, mas de criar casas que façam sentido na vida real — mais humanas, mais conscientes e, acima de tudo, mais duráveis.
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Estas são as resoluções de decoração que muitos designers de interiores (inclusive eu) estão adotando para 2026.
1. Menos tendências, mais identidade
A primeira grande resolução é simples, mas transformadora: parar de decorar para agradar algoritmos e começar a decorar para pessoas. Em 2026, a casa deixa de ser um reflexo do que está em alta e passa a contar a história de quem mora ali.
Isso significa misturar peças antigas com móveis novos, manter objetos afetivos mesmo que eles não “combinem” perfeitamente e aceitar que uma casa com personalidade é sempre mais interessante do que um espaço impecável, porém genérico.
2. Investir em menos peças — mas melhores
O consumo mais consciente deixou de ser discurso e virou prática. Em vez de trocar tudo a cada temporada, a resolução para 2026 é investir em peças bem feitas, atemporais e de boa procedência.
Um bom sofá, uma mesa de jantar sólida, uma luminária de design bem pensada valem mais do que vários itens descartáveis. A casa ganha em qualidade, conforto e longevidade — e o visual se mantém elegante por muito mais tempo.
3. Priorizar o conforto real, não apenas o visual
Se há algo que a rotina dos últimos anos deixou claro é que a casa precisa funcionar de verdade. Em 2026, designers estão colocando o conforto físico e emocional no centro das decisões.
Tecidos agradáveis ao toque, assentos profundos, iluminação acolhedora e layouts que facilitam a circulação tornam-se prioridades. A estética continua importante, mas nunca mais à custa do bem-estar.
4. Usar cores de forma mais emocional e menos previsível
As paletas neutras continuam relevantes, mas ganham novas camadas. Em vez do bege genérico, entram em cena tons com profundidade emocional: terracota suave, verde musgo, azul acinzentado, marrom quente e nuances inspiradas na natureza.
A resolução para 2026 é usar cor como ferramenta de sensação — não como tendência. Cada ambiente pede uma atmosfera específica, e as cores passam a ser escolhidas com mais intenção.
5. Trazer mais natureza para dentro de casa
Biofilia deixa de ser conceito e vira hábito. Plantas, materiais naturais, madeira em estado mais cru, pedras, fibras e tecidos orgânicos passam a ocupar ainda mais espaço.
Não se trata de transformar a casa em uma estufa, mas de criar conexões sutis com o mundo natural. Em 2026, a presença da natureza dentro de casa é vista como parte essencial do conforto e do equilíbrio emocional.
6. Iluminação pensada como projeto — não como detalhe
Uma das maiores resoluções dos designers para 2026 é parar de tratar a iluminação como um item secundário. Luz é atmosfera, é humor, é funcionalidade.
Camadas de iluminação, luzes quentes, pontos indiretos e luminárias bem posicionadas substituem soluções genéricas. A casa passa a ter diferentes “climas” ao longo do dia, acompanhando a rotina de quem vive ali.
7. Criar casas que envelhecem bem
Talvez essa seja a resolução mais importante de todas. Em 2026, o objetivo não é criar ambientes que impressionem hoje, mas espaços que continuem bonitos, confortáveis e relevantes daqui a cinco, dez ou quinze anos.
Isso envolve escolhas mais conscientes, menos exagero, mais equilíbrio e um olhar atento para o tempo. Casas que envelhecem bem são aquelas que acompanham a vida — e não lutam contra ela.
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